Adail de Oliveira

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Eu só comecei em 1939 a participar de “O Lince”. Minha mãe com 2 anos e pouco me levou para o estado do Rio. Fiquei 11 anos lá e só voltei com meus 14 anos. Voltei pra cá para a companhia dele e comecei a participar da gráfica, tinha uma gráfica, papelaria… E aí fui entrosando. E sempre tive aquele negócio. O ideal dele, que ele teve, né? O outro irmão que eu tive não era muito chegado a isso não. E eu com o tempo, eu me tornei jornalista profissional, e aí passei a fazer parte do quadro, da redação. Redação é modo de dizer, porque era um negócio muito simples. Hoje tem redação, né? E fui desenvolvendo assim com ele, e numa certa época ele achou melhor entregar para mim. Ele era o diretor, mas me passou o cargo de redação, esses negócios… E eu comecei a fazer alterações na revista. Porque é aquele negocio, Tem as fases nossas, que dizem tem moderno, hoje é moderno isso, antigamente era moderno também, mas não tá fácil.

Natural de Juiz de Fora, Adail de Oliveira foi levado com 2 anos de idade para o Rio de Janeiro, onde permaneceu por 11 anos. Aos 14 anos, retornou para Juiz de Fora, onde começou a se interessar por jornalismo e a frequentar a gráfica do pai, Jesus de Oliveira, fundador do jornal “O Lince”. Em 1939, Adail começou a trabalhar no “O Lince” e logo se tornou diretor e editor do Jornal dando continuidade ao trabalho do pai. Além de jornalista, Adail de Oliveira foi piloto de avião por mais de quarenta anos e escreveu diversas obras literárias, dentre elas o livro “Meus 40 anos de aviação” e “O Avião – Em Juiz de Fora E Acolá”.

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